Brasil mantém economia aquecida apesar de inflação elevada

BRASIL

O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, afirmou em evento promovido pela Fundação Fernando Henrique Cardoso que a economia brasileira segue com sinais claros de vigor, mesmo em meio a pressões inflacionárias e juros elevados. 

Segundo Galipolo, o mercado de trabalho permanece robusto, com geração de empregos e dinamismo em setores de serviços, o que demonstra demanda interna aquecida.  Ele também destacou que o déficit em conta corrente — ou seja, quando importações e saques superam receitas externas — é um indicador clássico de economia “sobrequecida”. 

Por outro lado, a inflação segue significativamente acima da meta oficial de 3 %, e o setor de serviços tem exercido pressão persistente sobre os preços, dificultando o retorno ao patamar desejado.  Para conter a alta de preços, o Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15 %, um patamar considerado quase recorde nas últimas duas décadas, após ciclo de aperto de 450 pontos-base. 

Galipolo ressaltou que o Banco Central sinalizou que pretende manter a taxa nesse nível por um período prolongado, dado que expectativas de inflação ainda estão “desancoradas” — isto é, muitos agentes econômicos não confiam que os preços voltarão rapidamente ao objetivo. 

O governador do BC ainda comentou que muitos estudos questionam a força do mercado de trabalho, mas que tais críticas ignoram os dados concretos. Ele disse que “negar a força das estatísticas” seria um tipo de “negação de dados”.  Em outros discursos, Galipolo afirmou que entre os desafios do BC está suportar juros elevados por tempo prolongado sem causar abalos nas finanças públicas. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *