Super safra de café arábica em 2026 enfrenta incertezas climáticas
Produção de uma safra excepcional de café arábica em 2026 é esperada por produtores e analistas, mas o clima instável tem levantado alertas. Segundo o Cepea, as lavouras de arábica apresentaram boa floração após chuvas ocorridas a partir de 20 de setembro, o que dá fôlego inicial ao setor.
No entanto, calor excessivo e volumes de chuva ainda insuficientes já preocupam os cafeicultores, especialmente no momento de pegamento das flores, que é crucial para a formação dos grãos.
Região de Minas Gerais: caso emblemático
Em Minas Gerais, especialmente no Cerrado Mineiro, lavouras não irrigadas enfrentam riscos maiores. Produtores relatam que a continuidade das chuvas não ocorreu, e a previsão para os próximos 15 dias indica volumes baixos em regiões como o Cerrado, enquanto algumas partes do Sul de Minas podem receber chuvas mais significativas.
O desafio será transformar a florada já realizada em frutos produtivos, o que depende fortemente de condições climáticas favoráveis. “O que preocupa é o clima… as chuvas não tiveram continuidade”, disse um consultor do Sebrae em Minas.
Projeções e expectativas
A expectativa de uma super safra — que se aproximasse dos recordes de 2020 — vem perdendo força. Analistas da Safras & Mercado afirmam que a concretização dessa safra robusta dependerá fortemente da chegada de chuvas mais volumosas nas regiões cafeeiras.
Alguns modelos climáticos apontam para a probabilidade de ocorrência do fenômeno La Niña, o que pode atrasar as chuvas e intensificar os desafios hídricos.
Impactos possíveis e atenção do mercado
- Caso o pegamento das flores falhe, a safra 2026 poderá registrar perdas expressivas.
- A tensão climática tem pressionado preços internacionais do café arábica, uma vez que os estoques globais já estão reduzidos.
- Produtores mais cautelosos vêm segurando vendas antecipadas, aguardando clareza sobre o cenário produtivo.










