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Irã amplia repressão, impõe apagão digital e enfrenta pressão internacional após ameaças de Trump

Irã amplia repressão, impõe apagão digital e enfrenta pressão internacional após ameaças de Trump

Corte de internet, prisões em massa e denúncias de mortes elevam tensão interna, enquanto Estados Unidos alertam Teerã sobre possíveis consequências

O governo do Irã intensificou a repressão contra protestos populares, determinou o bloqueio quase total da internet e passou a enfrentar forte reação da comunidade internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá responder caso o regime iraniano avance com violência letal contra manifestantes.

Apagão digital marca nova fase da repressão

Em meio à expansão dos protestos em diversas regiões, as autoridades iranianas decretaram um apagão quase total da internet, afetando serviços de mensagens, redes sociais e acesso a sites internacionais. Organizações que monitoram o tráfego global confirmaram uma queda abrupta na conectividade em todo o país.

Segundo especialistas em direitos digitais, a medida busca “isolar a população, dificultar a organização dos protestos e impedir que imagens da repressão cheguem ao exterior”. Um pesquisador de liberdade digital afirmou que “o Irã repete uma estratégia já usada em crises anteriores, tratando a internet como ameaça à estabilidade do regime”.

Crise econômica e social alimenta mobilizações

As manifestações começaram em meio ao agravamento da crise econômica, marcada por inflação elevada, desemprego crescente e perda significativa do poder de compra da população. Comerciantes, trabalhadores e jovens passaram a ocupar ruas e praças em várias cidades.

Um manifestante ouvido por veículos internacionais afirmou que “a situação se tornou insustentável, os preços sobem todos os dias e o governo não oferece respostas”. Outro relato destacou que “o protesto não é apenas econômico, mas contra a falta de perspectivas e de liberdade”.

Forças de segurança intensificam confrontos e prisões

Com o avanço das manifestações, forças de segurança ampliaram a presença nas ruas e passaram a dispersar atos com uso de força. Organizações de direitos humanos relatam confrontos violentos, detenções em massa e mortes desde o início dos protestos.

Um porta-voz de uma entidade internacional declarou que “há indícios consistentes de uso excessivo da força contra manifestantes desarmados”. Segundo ele, “a falta de acesso à internet dificulta a verificação independente do número real de vítimas”.

Governo nega abusos e fala em interferência externa

Autoridades iranianas classificam os protestos como “distúrbios” e afirmam que grupos estrangeiros estariam estimulando a instabilidade. Em comunicado oficial, o governo declarou que “medidas de segurança são necessárias para preservar a ordem e a integridade nacional”.

Um representante do regime afirmou ainda que “a maioria da população rejeita o caos promovido por minorias manipuladas”, rebatendo acusações de repressão sistemática.

Trump ameaça reação dos EUA e eleva tensão diplomática

A escalada da repressão provocou reação em Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo acompanha de perto os acontecimentos e fez um alerta direto ao regime iraniano.

Se começarem a matar manifestantes, nós responderemos com muita força”, disse Trump em declaração pública. Segundo ele, “o mundo está observando e o Irã será responsabilizado por suas ações”.

Histórico de censura digital preocupa especialistas

O bloqueio da internet já foi utilizado pelo Irã em episódios anteriores de grande mobilização popular. Analistas apontam que o regime considera o controle da informação um pilar essencial para conter protestos e evitar pressão internacional.

Um especialista em Oriente Médio afirmou que “o corte de comunicações é uma tentativa de ganhar tempo, mas costuma ampliar a indignação interna”. Outro analista destacou que “a repressão combinada com censura tende a agravar, não a resolver, crises sociais profundas”.

Comunidade internacional acompanha cenário com preocupação

Governos e organismos internacionais acompanham a situação com apreensão. Entidades de direitos humanos pedem a restauração do acesso à internet e a proteção de manifestantes.

Um diplomata europeu declarou que “a violência contra civis e o apagão informacional são incompatíveis com compromissos internacionais”. Já um representante da ONU afirmou que “a transparência é fundamental para evitar uma escalada ainda mais grave”.

Crise interna pode ter impacto regional

Especialistas alertam que a instabilidade no Irã pode gerar reflexos em todo o Oriente Médio, especialmente se houver endurecimento das sanções ou respostas mais diretas de potências estrangeiras.

Para analistas geopolíticos, “a combinação de repressão interna, isolamento informacional e pressão externa cria um cenário altamente volátil”.

Reportagem elaborada com base em informações de agências internacionais, monitoramento de redes, declarações oficiais e relatos de organizações de direitos humanos.

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