O que é pior, engordar ou perder massa muscular? Entenda o caso de Gracyanne Barbosa
O caso da musa fitness expõe um ponto crítico: a perda de massa magra não compromete apenas a estética, mas aumenta o risco de lesões, atrasa a recuperação e coloca a saúde articular e metabólica em xeque, tanto em atletas quanto em pessoas comuns.
A cena chamou atenção: durante uma apresentação no quadro “Dança dos Famosos”, Gracyanne Barbosa rompeu o tendão patelar do joelho. O acidente levou a uma cirurgia imediata, afastamento dos treinos e, como consequência, mudanças drásticas em seu corpo.
Sem manter a rotina intensa de treinos e dieta que sempre seguiu à risca, ela relatou ter perdido massa muscular e, em pouco tempo, ganhou quase 19 quilos, passando de 72 kg antes da lesão para 91,3 kg após a alta hospitalar.
Mais do que um episódio isolado, “o caso traz à tona um problema que médicos vêm alertando: a perda de massa magra é um dos maiores riscos para o corpo humano, independentemente de se tratar de atletas ou pessoas comuns’ destaca o médico nutrólogo, Dr. Ronan Araujo.
O que é pior: engordar ou perder massa muscular?
A resposta pode surpreender: perder massa muscular costuma ser mais prejudicial à saúde do que simplesmente engordar. Isso porque os músculos não servem apenas para a estética ou para garantir força nos treinos, eles funcionam como verdadeiros órgãos metabólicos, que regulam o gasto energético, protegem os ossos e articulações e ainda controlam a sensibilidade à insulina.
Quando alguém perde massa magra, o corpo entra em um estado de fragilidade: a taxa metabólica cai, o risco de lesões e fraturas aumenta e até a imunidade pode ficar comprometida. O ganho de peso, por sua vez, pode ser revertido com ajustes de dieta e treino; já a perda significativa de músculos demanda um processo mais longo de recuperação, com fisioterapia, nutrição adequada e, muitas vezes, acompanhamento médico especializado.
A massa muscular é o seu escudo protetor
O Dr. Ronan Araujo explica que a massa muscular é muito mais que símbolo de força ou estética. Do ponto de vista médico, ela atua como um “amortecedor biológico”, ajudando a proteger tendões, articulações e ossos de sobrecargas.
Quando há perda significativa de massa magra, o corpo perde esse suporte natural, e estruturas como o tendão patelar ficam mais vulneráveis a lesões e rupturas.
Além disso, músculos ativos desempenham papéis essenciais em:
- Metabolismo: ajudam no controle da glicemia e da sensibilidade à insulina.
- Hormônios: participam da regulação de diversos eixos hormonais.
- Imunidade: músculos produzem miocinas, substâncias que impactam positivamente a saúde imunológica.
O círculo vicioso da lesão: perda muscular + ganho de peso
No caso da Gracyanne, a interrupção abrupta dos treinos e a pausa na dieta criaram um desequilíbrio perigoso: menos músculo para sustentar um corpo que passou a pesar quase 20 quilos a mais.

Esse aumento de peso, somado à redução muscular, intensifica o estresse sobre as articulações e o joelho já fragilizado. O resultado é uma recuperação mais lenta, dor persistente e risco maior de novas complicações.
A boa notícia é que há estratégias médicas eficazes para reverter esse quadro:
- Nutrição proteica: garantir aporte adequado de proteínas de alta qualidade para estimular a síntese muscular, mesmo durante repouso.
- Suplementação estratégica: creatina, vitamina D, ômega-3 e aminoácidos essenciais podem acelerar a recuperação e reduzir inflamação.
- Fisioterapia e treino reabilitativo: fundamentais para estimular músculos sem sobrecarregar a articulação lesionada.
- Controle metabólico: acompanhar peso, hormônios e composição corporal para evitar o acúmulo de gordura e perda adicional de massa magra.
Embora o caso tenha ganhado repercussão por envolver uma atleta de alto rendimento, a mensagem vale para todos.
A perda de massa muscular não é apenas um problema estético. Ela compromete equilíbrio, resistência, metabolismo e até a longevidade. E, ao contrário do que muitos pensam, esse processo pode começar cedo, em fases de sedentarismo, dietas restritivas ou em períodos de recuperação de doenças e cirurgias.
O caso de Gracyanne Barbosa mostra que até mesmo corpos extremamente treinados estão vulneráveis à perda muscular e suas consequências. Para além do universo fitness, a mensagem é clara: “conservar massa magra é proteger sua saúde presente e futura.
Cuidar da alimentação, manter treinos regulares, buscar acompanhamento médico e não negligenciar a recuperação em momentos de lesão são atitudes que valem não apenas para atletas, mas para qualquer pessoa que queira viver com vitalidade e prevenir complicações” conclui o médico Ronan Araujo.
Mais Sobre Dr. Ronan Araujo: CRM – 197142
Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal.
O Dr. Ronan Araujo quer influenciar na mudança de estilo de vida, de hábitos e ajudar as pessoas a viverem mais tempo e com mais qualidade. “Não é apenas sobre emagrecimento, é sobre transformar vidas”, é










